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Movi inicia formação do projeto de lei do Conselho dos Direitos da Mulher de Barra Velha

Movi inicia formação do projeto de lei do Conselho dos Direitos da Mulher de Barra Velha

Data de Publicação: 2 de abril de 2025 19:27:00

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COLETIVO FEMININO
Movi inicia formação do projeto de lei do Conselho dos Direitos da Mulher de Barra Velha 

Lideranças femininas de Barra Velha iniciaram a formação do projeto de lei que irá criar o Conselho Municipal da Mulheres de Barra Velha. Em nova reunião neste domingo (30), o Movimento Mulheres que Inspiram (Movi), reuniu as postulantes à formação do conselho para debater essa elaboração. 

O número de mulheres participantes nessa fase de elaboração ampliou neste encontro, segundo apontam ativistas como Cida Zonta e Elisabete Tamanini, a professora Betinha, que têm liderado o movimento. 

“Reunimos vários segmentos e lideranças comunitárias, de forma suprapartidária, com comerciantes, aposentadas, donas-de-casa, voluntárias, professoras, enfim, um painel diversificado das mulheres que querem lutar por seus direitos”, pontua Betinha. 

A urgência de criação deste instrumento, consultivo e participativo para o Município, segundo Betinha, se dá em virtude de não existir praticamente nada em defesa dos direitos da mulher em Barra Velha. 

“Anos se passaram da nossa Constituição que prevê a implantação de políticas públicas a serviço das Mulheres como direito constituído, assim como a Lei Maria da Penha de 2006, e outras legislações correlatas atuais que obrigam estados e municípios a constituírem conselhos, Delegacia da Mulher, Casas de Proteção e outras atividades que primem pelo apoio efetivo às mulheres”, observa Betinha.

As ativistas também apontam para o fato de as mulheres serem mais de 50% da população de Barra Velha, e entendem que está na hora de debater qualidade de vida, faixa de renda, remuneração, combate à violência doméstica, entre outras pautas relativas ao universo feminino, em benefício de todas. 

A expectativa é concluir a redação do esboço do projeto de lei nas próximas semanas, encaminhando-o para avaliação jurídica em seguida, uma vez finalizado, encaminhando-o para votação na Câmara de Vereadores – onde, só para se ter ideia, não foi eleita uma única vereadora mulher em 2024.  

A legislação em estudo, segundo Betinha, cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos da Constituição, e também da Lei Maria da Penha, de 2006. 

A intenção é atender o que estabelece normas como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

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